12 coisas que seu treinador gostaria que você soubesse (9/2/2012 1)
Entre elas estão: abdominais não diminuem a barriga, treinar em jejum não ajuda a emagrecer e resultado é sinônimo de disciplina
Quem inicia a malhação, além da bolsa da academia, costuma carregar uma bagagem de mitos ou informações erradas.
No mundo ideal, certamente os treinadores gostariam que cada aluno já chegasse à academia sabendo algumas coisas básicas sobre atividade física.
Pensando nisso, o iG Saúde conversou com especialistas que deram preciosas dicas para você entender melhor o papel da atividade física e assim potencializar seus resultados.
1. Treinar em jejum não ajuda a emagrecer. “É um erro clássico. Quando você fica horas sem comer, cai o nível de "combustível" (ele se chama glicogênio) necessário para manter o corpo funcionando. Se estiver em baixa, será extraído dos músculos, provocando perda de massa muscular e fraqueza”, explica o professor de educação física Carlos Henrique Augusto [CREF 068525-G/SP] , supervisor técnico da Run For Win Assessoria Esportiva, de São Paulo. Além disso, a fome em conjunto com a exaustão pode levar a tonturas e desmaios.
2. Milagres não acontecem: você não resolve em pouco tempo o que levou anos para acumular. “Se você esteve muito tempo parado, não adianta voltar querendo malhar todos os dias. Não dá para querer compensar o tempo perdido. É necessário descansar entre um treino e outro. Quem não respeita isso e está fora de forma, pode acabar se lesionando e parando por um tempo ainda maior”, alerta o treinador e atleta Nelson Evêncio [CREF 016048-G/SP] , presidente da Associação de Treinadores de Corrida de Rua de São Paulo (ATC-São Paulo). A busca pelo resultado rápido não é saudável. “É comum ver gente fazendo um esforço fenomenal para atingir determinado objetivo e não conseguir manter o que foi conquistado depois. A mudança deve ser gradual”, orienta o personal trainer e fisiologista Givanildo Matias [CREF 067375-G/ SP] , diretor da rede Test Trainer, de São Paulo.
3. Correr de moletom para queimar mais calorias não adianta nada. Você não queima gordura, apenas perde líquido. O excesso de roupa só prejudica a malhação, já que traz desconforto em função da alta temperatura, tornando o treino menos eficiente. “Perder líquido em excesso durante o treino é submeter-se às consequências da desidratação e ainda não obter o resultado esperado”, diz o treinador da Run for Win.
4. Correr na esteira não é correr. “É praticamente saltar no lugar, com a esteira rodando sob os pés. Correr significa empurrar o peso do seu corpo para frente. E para isso os músculos da parte posterior da coxa e glúteos fazem um grande esforço”, diz o personal trainer Carlos Klein [CREF 063571-G/SP] , da equipe Movimente-se, de São Paulo. Segundo ele, na esteira isso não acontece, pois o equipamento faz o trabalho de empurrar o pé para trás, economizando energia para os músculos. “Se quer realmente correr, vá para a rua, o parque ou a praia”, sugere.
5. Aquecimento na esteira não prepara o corpo para o treino de musculação. De acordo com Klein, o ideal é fazer um alongamento dinâmico, com movimentos semelhantes aos da ioga, que aquecem, aumentam a flexibilidade e deixam o corpo preparado para pegar pesado.
6. Treinos de musculação não deixam a mulher com corpo de fisiculturista. “Ouço muita garota dizer que não treina musculação porque não quer ficar forte igual a um homem. Isso não vai acontecer, a não ser que você queira. Os treinos de musculação podem ter vários objetivos e são montados levando em conta diversas variáveis como intensidade, quantidade de repetições, velocidade das repetições, número de séries, tempo de intervalo entre as séries e quantidade de exercícios para determinada musculatura”, explica o treinador Carlos Henrique Augusto.
7. Sim, o final de semana pode estragar tudo. Para o treinador Givanildo Matias, os sábados e domingos costumam ser os vilões dos bons resultados. “As pessoas acabam aumentando o consumo de calorias com pizza, churrasco, bebida, doces, massas, além de diminuir o gasto calórico“.
8. Não, abdominais não diminuem barriga. Esses exercícios, ainda que realizados com ajuda das “máquinas milagrosas”, mobilizam, no momento do exercício, a musculatura do abdome e não a gordura localizada. “Se você espera ter uma barriga chapada, faça exercícios gerais de musculação (abdominais também) e não esqueça os aeróbios, como corrida e caminhada”, diz o treinador Carlos Henrique Augusto.
9. Para queimar gordura o treino precisa ter intensidade. “Pode caminhar o quanto quiser ou até correr longas distâncias, mas o método mais eficiente para queimar gordura é acelerar o ritmo e chegar perto da exaustão, em pequenos intervalos de muita intensidade”, diz o personal da Movimente-se.
10. Correr de tênis não necessariamente minimiza o impacto nas articulações. “O calçado de corrida pode muitas vezes provoca um tipo de pisada com o calcanhar que acaba gerando mais impacto no corpo. Muita gente tem experimentado a correr descalço ou com calçados minimalistas, do tipo Five Fingers, que levam a uma pisada frontal, menos impactante ao corpo”, explica o personal Carlos Klein.
11. Disciplina é fundamental para ter resultados. A atividade física deve estar inserida na agenda de quem realmente busca resposta aos exercícios. “Durante a semana vários obstáculos aparecem, mas você nunca deve perder o foco. Comprometa-se com o que pode cumprir e siga a risca”, sugere o diretor da Test Trainer.
12. É preciso mudar o estilo de vida e mexer na causa do problema. Quem realmente pretende ter uma vida saudável e um bom resultado estético não pode se limitar apenas ao momento da atividade física. “Algumas pessoas saem da academia e têm coragem de pegar um elevador para subir apenas um lance de escada ou tirar o carro da garagem para ir à esquina comprar pão. Mexa-se e cuide-se o dia todo”, orienta Matias. Fonte: iG Saúde Página Principal O Conselho História Estatuto Regimento Interno Missão Conselheiros Comissões Legislação Resoluções Legislação de outros orgãos Sistema CONFEF/CREFs Conselhos Regionais CREFs Registrados Profissionais Pessoas Jurídicas Inscrição Procedimento de inscrição Comunicação Revistas E.F. CONFEF Notícias Clipping Boletim Eletrônico Publicações Eventos e Cursos Utilidades Perguntas e Respostas Links Seleção Pública Área Restrita Rua
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Atividade física não causa artrose ao joelho (10/2/2012)
Estudo comprova que a prática de esporte precisa ter orientação de um especialista
Diversos estudos apontavam a prática de corrida e de futebol como a responsável pelo surgimento da artrose no joelho. A artrose é a destruição progressiva dos tecidos que compõem a articulação, em particular a cartilagem que envolve o deslizamento dos ossos.
Porém, uma pesquisa do American College of Sports Medicine garante que a atividade física é boa para os joelhos e não causa artrose, desde que bem orientada por um profissional.
Outro estudo, esse da Monash University, da Austrália, estudou 10 mil pessoas, entre 45 e 79 anos. Eles concluíram que os exercícios não levam à artrose. Ao contrário, ele aumenta o volume da cartilagem, protegendo o joelho. Fonte: BemStar
Estudo comprova que a prática de esporte precisa ter orientação de um especialista
Diversos estudos apontavam a prática de corrida e de futebol como a responsável pelo surgimento da artrose no joelho. A artrose é a destruição progressiva dos tecidos que compõem a articulação, em particular a cartilagem que envolve o deslizamento dos ossos.
Porém, uma pesquisa do American College of Sports Medicine garante que a atividade física é boa para os joelhos e não causa artrose, desde que bem orientada por um profissional.
Outro estudo, esse da Monash University, da Austrália, estudou 10 mil pessoas, entre 45 e 79 anos. Eles concluíram que os exercícios não levam à artrose. Ao contrário, ele aumenta o volume da cartilagem, protegendo o joelho. Fonte: BemStar
Clipping
Estudo comprova que exercício físico recicla células e previne diabetes (9/2/2012 1)
Mecanismo de autofagia só havia sido observado em situações de fome e estresse Pesquisa realizada em camundongos mostrou que o exercício físico induz a um "sistema de reciclagem" das células, que faz com que elas se adaptem a mudanças nas demandas de energia e de nutrição. O processo chamado de autofagia acaba por proteger diversos órgãos, entre eles o coração.
“Ficamos muito animados com a descoberta de que 30 minutos de exercício induz fortemente a autofagia em diversos órgãos, entre eles músculo, coração, fígado, pâncreas e tecido adiposo. Antes deste trabalho, somente fome e estresse eram conhecidos como grandes indutores de autofagia”, disse ao iG Congcong He, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas.
Os pesquisadores realizaram o estudo com dois tipos de camundongos. Um deles foi modificado pelos pesquisadores e não era capaz de realizar a autofagia, o segundo tipo não tinha sofrido modificações. O estudo mostrou que os camundongos que não realizavam autofagia eram incapazes de emagrecer após oito semanas de exercícios. Além disso, os camundongos modificados não conseguiram se exercitar durante tanto tempo quanto seus pares “normais”.
“Isso acontece possivelmente devido a defeitos nos caminhos de sinalização celular que regulam a tomada e o metabolismo da glucose quando se faz exercício. Essas descobertas ilustram o papel importante da autofagia na mediação de benefícios ao metabolismo que não eram ainda conhecidos”, afirmou He.
O estudo também concluiu que o exercício tem papel importante na prevenção de diabetes. “Com base no estudo é possível dizer que a diabetes tipo 2, ao menos em camundongos, pode ser bem prevenida mediante exercício diário, mesmo com uma dieta com muita gordura. Nosso estudo ajuda a desenvolver o conceito de que aumentando a atividade de autofagia em geral pode ser benéfico para combater resistência à insulina, obesidade e complicações metabólicas relacionadas a ela.”
Os pesquisadores querem agora desenvolver molécula que possa “substituir” o exercício. “Nosso sonho é achar um composto que induza a autofagia e possa ‘mimetizar o exercício’ para que possamos aplica-lo em pessoas que estejam fisicamente confinadas e não possam se exercitam sozinhas. Nosso laboratório está, neste momento, caracterizando um reagente sintético que é capaz de induzi-la in vitro e in vivo”, explicou He.
O trabalho, que foi publicada nesta quarta-feira (18) no periódico científico Nature, também sugere que a ativação da autofagia pode estar conectada a outros benefícios para a saúde relacionada a exercícios diários como proteção do sistema cardiovascular, efeitos anticâncer e extensão do tempo de vida. Fonte: iG
Estudo comprova que exercício físico recicla células e previne diabetes (9/2/2012 1)
Mecanismo de autofagia só havia sido observado em situações de fome e estresse Pesquisa realizada em camundongos mostrou que o exercício físico induz a um "sistema de reciclagem" das células, que faz com que elas se adaptem a mudanças nas demandas de energia e de nutrição. O processo chamado de autofagia acaba por proteger diversos órgãos, entre eles o coração.
“Ficamos muito animados com a descoberta de que 30 minutos de exercício induz fortemente a autofagia em diversos órgãos, entre eles músculo, coração, fígado, pâncreas e tecido adiposo. Antes deste trabalho, somente fome e estresse eram conhecidos como grandes indutores de autofagia”, disse ao iG Congcong He, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas.
Os pesquisadores realizaram o estudo com dois tipos de camundongos. Um deles foi modificado pelos pesquisadores e não era capaz de realizar a autofagia, o segundo tipo não tinha sofrido modificações. O estudo mostrou que os camundongos que não realizavam autofagia eram incapazes de emagrecer após oito semanas de exercícios. Além disso, os camundongos modificados não conseguiram se exercitar durante tanto tempo quanto seus pares “normais”.
“Isso acontece possivelmente devido a defeitos nos caminhos de sinalização celular que regulam a tomada e o metabolismo da glucose quando se faz exercício. Essas descobertas ilustram o papel importante da autofagia na mediação de benefícios ao metabolismo que não eram ainda conhecidos”, afirmou He.
O estudo também concluiu que o exercício tem papel importante na prevenção de diabetes. “Com base no estudo é possível dizer que a diabetes tipo 2, ao menos em camundongos, pode ser bem prevenida mediante exercício diário, mesmo com uma dieta com muita gordura. Nosso estudo ajuda a desenvolver o conceito de que aumentando a atividade de autofagia em geral pode ser benéfico para combater resistência à insulina, obesidade e complicações metabólicas relacionadas a ela.”
Os pesquisadores querem agora desenvolver molécula que possa “substituir” o exercício. “Nosso sonho é achar um composto que induza a autofagia e possa ‘mimetizar o exercício’ para que possamos aplica-lo em pessoas que estejam fisicamente confinadas e não possam se exercitam sozinhas. Nosso laboratório está, neste momento, caracterizando um reagente sintético que é capaz de induzi-la in vitro e in vivo”, explicou He.
O trabalho, que foi publicada nesta quarta-feira (18) no periódico científico Nature, também sugere que a ativação da autofagia pode estar conectada a outros benefícios para a saúde relacionada a exercícios diários como proteção do sistema cardiovascular, efeitos anticâncer e extensão do tempo de vida. Fonte: iG
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